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São Gonçalo realiza segunda oficina de zoneamento da APA Alto do Gaia


São Gonçalo realiza segunda oficina de zoneamento da APA Alto do Gaia

Encontro reforça construção coletiva para a gestão da unidade de conservação

A Prefeitura de São Gonçalo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Transportes, realizou, nesta sexta-feira (30), a segunda Oficina de Zoneamento da Área de Proteção Ambiental (APA) Alto do Gaia, dando continuidade ao processo de atualização do Plano de Manejo da unidade de conservação. A atividade contou com a parceria do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH-BG), da Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (AGEVAP) e da gestão da APA Alto do Gaia.

O encontro reuniu representantes da sociedade civil e do poder público, entre servidores municipais, pesquisadores, ativistas, integrantes de coletivos sociais organizados e demais interessados, com o objetivo de avançar na etapa de zoneamento, aprofundando os debates iniciados na fase de diagnóstico. A oficina integra o conjunto de ações voltadas à elaboração do Plano de Manejo Integrado das APAs Estâncias de Pendotiba, Itaoca e Alto do Gaia, fortalecendo o planejamento ambiental do município.

Durante a atividade, os participantes contribuíram com análises e propostas relacionadas ao ordenamento do território da APA, com foco na atualização e no aperfeiçoamento do plano de manejo da unidade, no mapeamento de ameaças e oportunidades e na identificação da necessidade de reconhecimento prévio do local, através do diálogo, do conhecimento técnico e da proposição de maior articulação com a população local e demais atores de interesse.

Representando o Instituto Alécio Emerick, a mobilizadora social Juliana Garcia Cavalcante destacou a relevância da oficina e da participação popular no processo de gestão da unidade de conservação.

“Como conselheira e mobilizadora social do território, penso que esse é o espaço que temos para construir de forma colaborativa. Nesta oficina, conseguimos promover uma articulação maior da sociedade civil a partir de uma metodologia que permite a participação efetiva dos atores locais. A maior importância desse processo está em garantir que as pessoas tenham voz e vez, além de possibilitar que a população do município ocupe os espaços abertos pelo poder público — esse é o nosso maior ganho”, afirmou.

“Essas oficinas são fundamentais para que a gestão da APA Alto do Gaia seja feita de forma responsável, transparente e conectada com a realidade do território. Quando o poder público constrói esse processo junto com a sociedade civil, conseguimos um plano mais consistente, que reflete as necessidades, os desafios e as potencialidades da área. A participação coletiva é o caminho para uma gestão eficaz e duradoura da unidade de conservação”, destacou Izabela Braz Bastos, subsecretária da Secretaria de Meio Ambiente e Transportes.

O processo de atualização do Plano de Manejo Integrado – com foco na APA Alto do Gaia – seguirá com novas etapas, reafirmando o compromisso do município com a proteção ambiental, o uso sustentável do território e a participação social na formulação de políticas públicas ambientais.





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