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Festival destaca arte, cultura e representatividade negra em São Gonçalo


Festival destaca arte, cultura e representatividade negra em São Gonçalo

Atividades acontecem no Teatro Municipal até esta terça-feira

O Teatro Municipal de São Gonçalo está sendo palco do festival “Trançar é esperançar”, um evento que reúne empreendedorismo, cultura, arte e reflexão, criado para honrar a riqueza da herança africana e promover a igualdade e o respeito por todas as vozes e representatividade negra.

O festival, que é totalmente gratuito, é realizado pela ONG Mulheres da Parada em parceria com a ONG Afrotribo, Institutos Karanba, Abraço do Tigre, Coletivo Mina Crespa e Instituto JCA e conta com apoio da Secretaria de Turismo e Cultura da Prefeitura de São Gonçalo. 

“A secretaria está muito honrada em poder receber esse festival tão potente liderado por mulheres empoderadas. São Gonçalo é uma potência e merece sediar eventos tão significativos”, disse o subsecretário de Turismo e Cultura, Beto Baiano. 

“É muito importante que eventos da cultura negra ocupem todos os espaços da sociedade para afirmar e mostrar que somos potência. São Gonçalo tem maioritariamente uma população negra, então é preciso que estejamos representados em todos os espaços, e é muito significativo poder trazer empoderamento, empreendedorismo e cultura para o Teatro Municipal de São Gonçalo”, disse Letícia da Hora, idealizadora do festival.  

A abertura do evento aconteceu na manhã desta segunda-feira (6), com todos os espaços do teatro sendo ocupados pelo festival “Trançar é esperançar”. Ainda na entrada do equipamento cultural, uma feira de empreendedorismo negro oferta diversos produtos como bijuterias, lenços e turbantes. O hall de entrada do Teatro recebe workshops de tranças e concurso de trancistas. E no palco, abrindo a sequência de debates, o professor Denílson Araújo realizou uma palestra com o tema “Letramento Racial Crítico”. 

“Esse debate é um convite a reflexões sobre a nossa sociedade e isso significa falar sobre assuntos considerados difíceis, pesados e duros, mas necessários para que a gente possa não só entender como nos constituímos como também almejar a sociedade que desejamos”, disse Denílson. 

A programação de debate seguiu com a palestrante Nathália Ocker, com o tema “Gestão de Negócios”; Daniele Rodrigues, com “Empreenda sua essência”; Esteline Nascimento, como “Saúde Capilar; e roda de conversa com mediação de Daniele Gonçalves sobre conquistas e desafios para garantia dos direitos econômicos das mulheres negras. 

Ao longo da tarde e da noite desta segunda, o evento vai oferecer workshops, aula de charme e shows com Aluiz, Ella Fernandes e a bateria da Porto da Pedra.

O festival segue nesta terça-feira (7) com a exibição do filme “Nosso Sonho – A história de Claudinho e Buchecha” e uma programação repleta de oficinas, workshops, rodas de conversa e muita música. 

Confira a programação desta terça (7): 

Espaço Oficinas

10h: Início da feira

14h às 14:30: Abertura da exposição Nabru

14h30 às 16h30: Workshop – Trançando sustentabilidade; artesanato com Jumbo Reaproveitado, com a profissional Alice Cardoso

14h30 às 16h30: Curso – Boxeadora, com a profissional Claudia Félix

16h30 às 18h30: Workshop – Acabamento de entrelace, com a profissional Priscila Martins

17h às 18h: Música ao vivo com DJ e coletivo Quilombo Afro

18h às 19h: Oficina de passinho de funk

Palco

10h às 12h30: Exibição do filme “Nosso Sonho – a história de Claudinho e Buchecha”, roda de conversa com o diretor Junior Vieira e premiação

14h às 15h30: O poder da transição, com a palestrante Jheny Conceição

15h30 às 17h: Saúde mental e empreendedorismo, com a palestrante Larissa Silva

17h às 18h30: Ouse ser você, com a palestrante Érica Guarnieri

19h30 às 22h: Shows com Manifesto antirracista Aluiz, Kid Black, Mc Lady Ly e Selma Grupo





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