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Niterói vai ganhar um posto municipal do Sistema Nacional de Emprego – Prefeitura Municipal de Niterói


Niterói vai ganhar um posto municipal do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Esse foi o principal anúncio após a reunião do Conselho Deliberativo Municipal de Trabalho, Emprego e Renda (CODEMTER/Niterói) que aconteceu nesta segunda-feira (19), no Caminho Niemeyer. Representantes da bancada dos sindicatos e dos empregados participaram do encontro que contou ainda com representantes da gestão da Prefeitura de Niterói. O Plano de Trabalho, já apresentado, foi aprovado por unanimidade entre os presentes.

O presidente do Conselho e Coordenador de Trabalho, Emprego e Renda da Prefeitura de Niterói, Brizola Neto, destacou a importância da aprovação do plano de trabalho para que se iniciem as políticas públicas de empregabilidade.

“Hoje foi um dia muito importante pra cidade de Niterói. Aprovamos o nosso Plano de Trabalho por unanimidade pelos conselheiros presentes. Esse trabalho está se tornando referência para o Brasil inteiro. Estamos implementando o Sine municipal que vai fazer o atendimento ao trabalhador em um espaço centralizado no Terminal João Goulart e terá um posto avançado em cada uma das dezesseis regionais da cidade. O objetivo é ofertar um conjunto de políticas públicas de empregabilidade que passam pela orientação profissional, a qualificação dos trabalhadores, o apoio ao empreendedorismo, o fomento ao trabalho associativo e cooperativado e a própria intermediação de mão de obra que vai fazer com que a gente tenha efetividade com o Sistema Nacional de Emprego. Essa integração dos entes federados – União, Estado e Município – dará ao trabalhador uma melhoria na empregabilidade”, explicou Brizola Neto.

O coordenador reforçou ainda que o plano também inclui um diagnóstico do mercado de trabalho de Niterói, demonstrando quais são os setores econômicos que puxam o emprego na cidade e quais as principais necessidades do trabalhador para entrar de fato no mercado de trabalho.

A bancada do CODEMTER contou com participantes do setor público, empregados e sindicatos. Dentre os presentes estavam representantes da Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (FIRJAN), Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado do Rio de Janeiro (SINPE/RJ), Sindicato das Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro, Sindicato dos condomínios Comerciais, Residenciais e Mistos de Niterói e São Gonçalo (SINCOND), Sindicato da indústria e construção, engenharia Consultiva e do Mobiliário de Niterói a Cabo Frio (SINDCON), Sindicato das Indústrias da Construção, Engenharia Consultiva e do Mobiliário de Niterói a Cabo Frio (SINDICEM Civil de Niterói), Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí (STIMMMENI) e do Sindicato dos Taxistas na cidade de Niterói e Região (SINDTAXI).

Felipe Carvalho, representante do Sindicato das Indústrias da Construção, Engenharia Consultiva e do Mobiliário de Niterói a Cabo Frio (SINDCON Leste Fluminense), comentou que essa coesão é muito importante para esse trabalho que está sendo desenvolvido.

“As políticas públicas voltadas para a preparação de mão de obra para o nosso mercado são muito importantes e a organização que foi criada para a busca desses recursos está sendo exemplo para o Brasil. Isto vai dar credibilidade à vinda desses recursos. Então, da parte do nosso sindicato, a gente entende que é uma ação super importante para o fomento e preparação da mão de obra. Essa aprovação hoje por unanimidade demonstra uma coesão de todas as áreas, do governo laboral e patronal em um sentido único”.

O Plano de Trabalho é dividido por eixos que vão priorizar três pontos principais. O primeiro ponto diz sobre atender os setores econômicos que fazem de Niterói o segundo estoque em empregos formais de todo Estado do Rio de Janeiro. Em segundo, vem a capacidade de identificar qual o futuro do mercado de trabalho, quais os setores econômicos que trazem a nova economia e que podem alavancar o mercado para incorporar ao plano. O terceiro eixo de ação diz respeito ao combate às desigualdades no mercado de trabalho, voltando as políticas para amenizar essas discrepâncias com políticas públicas destinadas à empregabilidade das pessoas negras, jovens, mulheres e população LGBTQIA+ que tem, tradicionalmente, dificuldade de acesso ao mercado.