Peça sobre violência doméstica e feminicídio mobiliza mulheres atendidas pela Assistência Social do Rio – Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) do Rio tem utilizado o teatro como ferramenta para ampliar a discussão sobre violência doméstica e a prevenção ao feminicídio. Mulheres e homens que frequentam os serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) da cidade, assistiram, ao longo do mês de abril, a sessões da peça “O Último Dia”, no Centro Cultural Justiça Federal, na Cinelândia.
A iniciativa, que também levou à plateia funcionárias dos CRAS e de unidades de acolhimento, tem como objetivo jogar luz sobre a tragédia cotidiana da violência contra a mulher, que faz vítimas, principalmente, no ambiente familiar. Para as duas sessões desta semana, que marcam o encerramento da temporada da peça, são esperadas de 80 a 100 pessoas ligadas à SMAS, entre técnicos, diretores, servidores, colaboradores e usuários dos serviços da assistência social do município.
“O Último Dia”, que se baseia em livro homônimo da jornalista Mariana Reade e do desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Wagner Cinelli, promove a reflexão sobre o ciclo de abuso físico, psicológico, sexual, moral e patrominal ao qual tantas mulheres são submetidas.
Nos CRAS e nos CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social), assim como no teatro, a SMAS tem distribuído uma cartilha educativa, relacionada à peça e com o título “O amor não machuca”, para reforçar a orientação do público sobre o combate à violência contra a mulher. O material lista sinais de um relacionamento abusivo e comportamentos considerados tóxicos, além de explicar os tipos de violência, com base na Lei Maria da Penha. Há também explicações de termos como feminicídio e medida protetiva, além de informações sobre como e a quem denunciar.
– É um tema urgente, e por isso temos a preocupação de levar essa reflexão ao maior número possível de mulheres alcançadas pela nossa rede de assistência -, destaca a subsecretária de Proteção Social Básica da SMAS, responsável pelos CRAS, Quesia Betânia de Almeida.
Presente à sessão de estreia, no início do mês, a subsecretária de Proteção Social Especial da SMAS, Jéssica Almeida, ressalta que a peça aborda o feminicídio de forma realista e impactante. “Esse debate precisa crescer, e o espetáculo propõe ampliar essa discussão. O feminicídio apresenta números assustadores e inaceitáveis na sociedade brasileira”, afirma.
“O Último Dia” estreou em 7 de abril, com espetáculos às terças e quartas-feiras, às 19h, e sai de cartaz no próximo dia 29 no Centro Cultural Justiça Federal. O ingresso de meia-entrada custa R$ 20. A direção é de Paulo Reis, e a produção é de Guilherme Nanni e Ana Capella. No elenco estão Tainá Senna, Eduardo Hoffmann, Ana Carbatti e Julia Tupinambá.
Sobre o SCFV e o PAIF
O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) são iniciativas de proteção social básica oferecidas nos CRAS para fortalecer laços familiares e comunitários. As atividades do SCFV incluem programação cultural (como peças de teatro), rodas de conversa, oficinas artísticas, passeios a locais de lazer e prática de esportes. Já o PAIF promove visitas domiciliares e acompanhamento familiar.

