São Gonçalo faz mutirão para colocação de anticoncepcional subdérmico

São Gonçalo faz mutirão para colocação de anticoncepcional subdérmico
Iniciativa acelera atendimentos e reduz tempo de espera
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo fez mutirão de colocação do implante subdérmico anticoncepcional de longa duração no último sábado (12). Mais de 300 pacientes que estavam na fila da Central de Regulação foram chamadas para o Dia D de atendimento para a inserção do anticoncepcional em três unidades de saúde: Clínicas Municipais Gonçalense do Colubandê, Mutondo e da Família Dr. Zerbini, no Arsenal.
“Nós fizemos o primeiro mutirão no fim de junho e deu muito certo. Agora, fizemos esse e mais de 300 mulheres puderam adiantar os seus atendimentos. A intenção é realizar o mutirão para adiantar a fila a cada dois meses, sempre em um dia extra, reduzindo o tempo de espera e garantindo que o maior número de mulheres tenham acesso ao planejamento reprodutivo”, disse a subsecretária de Saúde Coletiva, Thainá Fratane.
Normalmente, o Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da Mulher faz a inserção de 400 implantes por mês. Com os mutirões, o número quase dobra. O anticoncepcional de longa duração está disponível em quatro unidades de saúde: clínicas municipais gonçalense do Mutondo, Lagoinha e Colubandê, Polo Sanitário Augusto Sena, em Rio do Ouro; e Unidade de Saúde da Família (USF) Luís Carlos Prestes, em Santa Catarina.
Sem muitas restrições, o implante é colocado sob a pele no braço e libera o hormônio etonogestrel, prevenindo a gravidez por até três anos. Ele é indicado para mulheres em idade reprodutiva com dificuldade com outros métodos contraceptivos e contra indicação a estrogênios. Ele poderá ser colocado em mulheres de 14 a 49 anos que não estejam grávidas. Não é necessário exames prévios para as pacientes elegíveis.
Para ter acesso, as gonçalenses devem procurar as USFs, clínicas ou polos sanitários mais próximos de suas residências e solicitar o agendamento para o implante anticoncepcional. Se a paciente estiver dentro das indicações para o contraceptivo, elas terão que realizar o Planejamento Familiar e serão inseridas na fila. As pacientes em situação de vulnerabilidade de saúde têm prioridade para o agendamento.
São consideradas pacientes em situação de vulnerabilidade aquelas que convivem com o HIV, fazem tratamento para hanseníase, com problemas psiquiátricos com laudos e as que estão no período de pós-parto e aborto. O método é contraindicado para quem tem câncer de mama, trombose ou doença hepática grave, exigindo consulta médica detalhada para avaliação de histórico e exames. O anticoncepcional pode ser retirado a qualquer momento, antes do prazo de três anos de duração, e a fertilidade retorna normalmente.







