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São Gonçalo tem índice aceitável de infestação do Aedes aegypti


São Gonçalo tem índice aceitável de infestação do Aedes aegypti

Levantamento avalia risco de contaminação da dengue

A Secretaria de Saúde e Defesa Civil da Prefeitura de São Gonçalo realizou, entre os dias 8 e 12 de maio, o segundo Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) – mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya – deste ano. O resultado mostrou que a cidade está com médio risco de contaminação da dengue através do Índice de Infestação Predial (IIP). É considerado médio risco índices entre 1,0% a 3,9%. O IIP foi de 1,0%, o que é considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O LIRAa é a metodologia recomendada pelo Ministério da Saúde para a obtenção do IIP do mosquito transmissor do vírus da dengue (Aedes aegypti). Através da amostragem de imóveis, é possível observar a situação da presença do mosquito vetor na cidade. A visita dos agentes da Vigilância em Saúde Ambiental foi realizada em 85 bairros de São Gonçalo com 22.740 imóveis inspecionados e focos recolhidos em 52 locais. 

Cinquenta e oito bairros ficaram com baixo índice de infestação, entre 0,0 e 0,9. Destes, 31 com 0% e apenas dois com 0,9%. Vinte e dois tiveram índices entre 1,0 e 3,9 – médio risco de infestação. Cinco bairros tiveram índices entre 4,0 e 9,1% – alto índice de infestação (Mutuapira, Dona Ieda, Cruzeiro do Sul, Recanto das Acácias e Anaia Pequeno). 

“Vamos intensificar o trabalho de pulverização e visita nas casas destes bairros para eliminar os focos do mosquito. Mas precisamos que a população colabore vigiando o seu quintal. Toda gota de água pode servir de criadouro de mosquito. A vigilância deve ser constante, principalmente após as chuvas e temperaturas altas, o que facilita o desenvolvimento das larvas”, disse o diretor da Vigilância em Saúde Ambiental, Edson Vieira.

Os depósitos preferenciais do Aedes aegypti verificados no LIRAa dentro das casas dos moradores foram os locais para armazenamento de água para consumo humano no nível do chão – onde foram encontrados 28% dos focos; e os depósitos removíveis como vasos e pratos de plantas, que ficaram com 23% dos casos. Os depósitos fixos – ralos e calhas – ficaram com 20%. Os resíduos sólidos – garrafas em geral e latas – apresentaram 14% dos focos encontrados. Em pneus foram observados 12% dos focos. E, por último, as caixas de água no alto da casa ficaram com percentual de 2% e os depósitos naturais com 1%.

São Gonçalo contabilizou 223 notificações de casos de dengue até o último dia 5 de maio. Destes, 34 casos foram confirmados. De chikungunya foram 12 notificações com 1 caso confirmado. Zika não teve nenhuma notificação.





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